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  • Rafael Bruxellas Parra

Franca na melhor idade


Praça Barão em 1965, disponível em: https://gcn.net.br/noticias/227813/artes/2013/10/curso-com-beto-monteiro-conta-historia-de-franca-atraves-da-arte

Franca possui em torno de 50 mil idosos, 15% da população. No plano de saúde (2014) do município, em diagnóstico situacional foi constatado os problemas que mais assolam a terceira idade. Dentre eles estão: sobrepeso, obesidade, alzheimer e depressão. Todos se relacionam diretamente com a questão da qualidade de vida do município e principalmente com o afastamento intergeracional.


A situação de Franca aponta para idosos(as) sem condições de mobilidade, sem participação nos espaços de atividades culturais, sem cuidadores capacitados e com a rede de atendimento sem profissionais exclusivos.


Em uma sociedade que a cada dia que passa, a população reduz sua taxa de natalidade e aumenta a longevidade, discutir a qualidade de vida da pessoa idosa é de suma importância. Basta ver a intensidade com que os congressistas discutem a reforma da previdência.


Por isso, projetos que dialoguem com essa população e utilizam dos mecanismos de tecnologia para promover a reintegração do idoso junto a sociedade, são pautas das agendas internacionais dos organismos de desenvolvimento sustentável, sobretudo dos indicados pela ONU (Organização das Nações Unidas).


É necessário também, ser justo e dizer: existem grupos no município que se preocupam com esses problemas e promovem ações sociais que vão de encontro às necessidades da população da terceira idade. E foi através da atuação do COMUPI (Conselho Municipal da Pessoa Idosa) que Franca recebeu o selo do governo estadual de amiga do idoso.


Todavia, essas políticas não são o suficiente para atender os quase 50 mil idosos do município. Para atingir a população de forma ampla, é imprescindível pensar a função da tecnologia nesse cenário e o papel do setor público. Sobretudo, quando falamos de pessoas que não tem condições de tempo, familiares e financeiras para assistir dos idosos de sua família. Pois é por isso, que muitos deixam de cuidar de suas mães, pais e avós.


Políticas públicas e projetos que promovam a qualidade de vida dos idosos(as) baseado no conceito de envelhecimento ativo da Organização Mundial da Saúde, além da reaproximação com os demais setores da sociedade, estimulando sua capacidade de participação e comunicação, incentivando o convívio e os laços de pertencimento, são modelos de soluções modernas para tratar esses problemas.


Não é apenas sobre valorizar o passado, mas sim, o excedente de significado e riqueza que ele produz para nossa sociedade. Aliás, foram eles: avós, pais e mães que construíram a Franca que conhecemos hoje.

Rafael Bruxellas é empresário, sócio diretor da empresa KOI e colunista do Jornal Verdade. Também foi Diretor Regional da rede Tekstudio em Brasília-DF.

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