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  • Rafael Bruxellas Parra

EMS - A nova tecnologia para atividade física

A Sigla EMS vem do termo alemão “Elektromyostimulation”, que significa eletroestimulação dos músculos. Basicamente, é um sistema de treinamento cujos agrupamentos musculares são estimulados por impulsos elétricos.

Treinamento com EMS em Brasília (DF) – Foto tirada por Felipe Menezes, disponível em: https://www.metropoles.com/vida-e-estilo/bem-estar/saiba-como-funciona-o-ems-treino-com-choquinhos-que-as-famosas-adoram


A tecnologia surgiu na antiga União Soviética com o advento da corrente russa, mas passou por um longo processo de aprimoramento até desenvolverem o sistema WB – EMS, que é a corrente proveniente dos aparelhos que trataremos aqui.


Os equipamentos foram desenvolvidos por volta de 2002 – 2003 na Alemanha e praticamente revolucionaram a atividade física no continente Europeu e agora também a estão fazendo no Brasil, que já possui mais de 200 estúdios especializados.


A prática acelera o metabolismo, aumentando o gasto energético significativamente e diminuindo, consequentemente, o tempo necessário para obtenção dos resultados. Enquanto, em uma academia convencional, a constância varia de 3 a 4 vezes por semana em períodos de 40 minutos a 1 hora, com a EMS 20 minutos por semana é o suficiente.


O gasto energético ultrapassa os resultados da corrida e dos esportes de alto rendimento, chegando de 500 a 2000 kcal por cada 20 minutos praticados corretamente. A tecnologia é intensa e, por isso, a presença de um profissional especializado é de extrema importância. No entanto, mesmo que mais rápido e eficiente, os resultados assim como outras atividades físicas, dependem imprescindivelmente da disciplina do aluno.


Treinamento com EMS em Brasília (DF) – Foto tirada por Felipe Menezes, disponível em: https://www.metropoles.com/vida-e-estilo/bem-estar/saiba-como-funciona-o-ems-treino-com-choquinhos-que-as-famosas-adoram


Para entender como funciona é importante experimentar ao vivo, mas na teoria precisamos analisar o funcionamento dos treinos convencionais para poder compreender a ação contrátil da corrente. Na atividade física tradicional, os músculos são controlados também por sinais elétricos emitidos pelo cérebro, responsáveis pela ativação da contração muscular e, como consequência, um movimento da musculatura. Esta ação muscular, porém, quando natural está sempre relacionada à resistência (carga) aplicada. Por isso, na musculação é importante que durante a realização do exercício seja colocado peso na utilização dos aparelhos. Do contrário, bastaria levantar uma caneta para ter o resultado almejado.


Pois bem, é assim que ocorre na eletroestimulação. Não importa a carga aplicada na musculatura, já que a máquina possui a tecnologia para simular os impulsos elétricos baseados na ação contrátil natural do corpo humano. A diferença é a intensidade, que pode ser simulada de acordo com o objetivo do treino prescrito pelo profissional de educação física.


Por este motivo, o treinamento é indicado e utilizado tanto por atletas de alto rendimento como por pessoas idosas, com alta limitação física, artrite, artrose, hérnias de disco, atrofiamento muscular, etc. Uma vez que não se necessita da aplicação de carga muscular, a reabilitação se torna muito mais fácil.


Nos últimos três anos, coordenei a criação do primeiro sistema de estúdios especializados em Eletroestimulação Muscular do Brasil com administração própria. Foram mais de 30.000 aulas aplicadas e 3.000 resultados comprovados pelos alunos em dados registrados. Por isso, afirmo com a convicção das provas, não é mágica, é tecnologia. E podemos utilizá-la para melhorar a vida das pessoas.

Rafael Bruxellas é empresário, sócio diretor da empresa KOI e colunista do Jornal Verdade. Também foi Diretor Regional da rede Tekstudio em Brasília-DF.

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