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  • Rafael Bruxellas Parra

ATÉ QUANDO SÃO JOSÉ?



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Semana passada tivemos uma paralisação da São José em Franca. Alguns estão atribuindo-a aos funcionários que serão demitidos, outros à queda nos lucros dos donos. Mas a verdade é que a empresa está em Franca prestando serviço no transporte coletivo desde 1957, recebendo os recursos da prefeitura e o apoio dos políticos de vários partidos de nossa cidade, já teve uma das passagens mais baratas do Brasil e hoje têm uma das mais caras. Muitos criticaram a empresa este ano, mas agora parecem utilizar do momento para defendê-la. É preciso coerência política mesmo nos momentos de turbulência. Precisamos entender também que o objetivo do serviço público é em primeiro lugar: o bom atendimento para a população. A São José é a única empresa que presta o serviço de transporte coletivo na cidade e atualmente coloca o preço da passagem como um dos maiores no Estado de São Paulo. Recentemente o governo Gilson de Souza renovou o contrato de concessão por mais 10 anos, mesmo sem realizar licitação e com um extenso histórico de manifestações contrárias feitas pela população usuária nos últimos anos. Podemos ressaltar diversos problemas que envolvem desde a linha de rotas, falta de eficácia e efetividade na prestação de serviços do transporte público, atraso dos ônibus, falta de planejamento urbano que atenda a demanda local até a existência de instrumentos de controle e avaliação. Todavia, para resolver estes problemas e podermos dar um passo adiante, rumo a outros sistemas de mobilidade urbana, é preciso duas ações imediatas: 1 - Revisar o contrato de concessão renovado pela prefeitura sem licitação, eliminar as incoerências ali presentes e se possível realizar uma nova licitação. 2 - Ter uma equipe técnica da prefeitura que realize a fiscalização da empresa prestadora do serviço de transporte coletivo do município, que construa critérios transparentes para a definição do valor da passagem e que garanta a efetividade dos serviços prestados à população. É a partir disto, que conseguiremos saber exatamente aonde está sendo aplicado o recurso recebido pela empresa e como construir um sistema de transporte público onde o deslocamento seguro, a qualidade no atendimento e a passagem justa sejam as prioridades. Foi assim que conseguimos em meados dos anos 2000 ter a passagem mais barata do Brasil. A verdade é que uma outra política é possível sim. Mas ela não é apenas fruto de novas pessoas, e sim do acúmulo dos acertos do passado com projetos de propostas para futuro.

Rafael Bruxellas é empresário, sócio diretor da empresa KOI, foi colunista do Jornal Verdade e Diretor Regional da rede Tekstudio em Brasília-DF.

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Rafael Bruxellas

Empresário e sócio diretor da

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