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  • Rafael Bruxellas Parra

A saúde fora da perspectiva da doença



Programa de saúde pública: disponível em : https://saudeemeulugar.com/historias/1120-atividade-fisica-na-saude-publica


Este ano a ACIF encomendou uma pesquisa na cidade de Franca sobre os maiores problemas da cidade e as expectativas da população. Para variar, o maior deles, considerado pelo povo francano, foi a saúde.


Para entender os processos que podem levar uma população inteira à melhora da qualidade de vida, não podemos perder de vista a atual forma utilizada pelo governo e por parte da iniciativa privada de lidar com as adversidades dos dias de hoje.


E a verdade é que: no sistema único de saúde, nos hospitais públicos e privados, nos centros de assistência e nos demais organismos destinados a essa causa, não existe tratamento de saúde, que não tenha uma visão focada na doença.


Os nomes utilizados são: remediação e quando mais progressistas, prevenção. Ora, você só pode remediar quem está doente, em geral, com o intuito de restabelecer uma condição normal da pessoa, ou melhor, retirar o paciente de uma zona de doença.


Por outro lado, a prevenção também não avança muito, tendo em vista, que, o foco ainda é a enfermidade, a simples pergunta responde a questão: prevenir o quê, se não a doença?


Proponho, portanto, como ponto central dessa discussão, a mudança do paradigma da saúde pública em dois aspectos. Na acepção do termo "saúde pública" e na atualização das ferramentas de promoção de saúde. Ou seja, é preciso primeiro reorientar a perspectiva para posteriormente avançar com mecanismos que temos disponíveis.


As academias ao ar livre, por exemplo, foram uma tentativa que poderia mudar o paradigma, mas não funcionaram na maior parte das cidades do Brasil, principalmente, pois, ocorreu uma supervalorização dos espaços em detrimento dos profissionais.


Os governos precisam investir em saúde pública de verdade e isso não significa apenas contratar mais médicos, comprar mais remédios ou leitos. Mas sim, diminuir a quantidade de doentes. Isso, só é possível, aumentando a qualidade de vida das pessoas, através da valorização das demais áreas da saúde.


Vejamos duas áreas que promovem saúde sem foco na doença: nutrição e educação física. Áreas que estão voltadas aos esportes de alto rendimento e, no caso da segunda, nas escolas, como prática de lazer, na maioria das vezes, ou em academias privadas onde a população no geral não têm acesso. Se o governo ao invés de só gastar com espaços e estruturas, abrisse concurso ou por meio credenciamento realizasse a contratação de profissionais da área, dividindo-os por bairros para realizar a promoção da saúde na região por meio de programas de atividade física e alimentação balanceada, com certeza diminuiríamos a quantidade de doentes nos hospitais.


Os agendamentos das aulas e consultas poderiam ser feitos via aplicativo pela própria população. Dessa forma, reduzimos a ocupação nos hospitais e unidades básicas de saúde, valorizamos outros profissionais da área, criamos emprego e renda, diminuímos os gastos com saúde pública e, principalmente, aumentamos a qualidade de vida da população.

Rafael Bruxellas é empresário, sócio diretor da empresa KOI e colunista do Jornal Verdade. Também foi Diretor Regional da rede Tekstudio em Brasília-DF.

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