Educação

Nosso projeto educacional baseia-se na inversão de prioridades com a qual a educação pública é tratada normalmente, por políticos, autoridades e gestores educacionais.

Inverter as prioridades significa transformar o modo como a Educação é abordada dentro das políticas públicas e, transformar principalmente os espaços educacionais de nossa cidade para que estes sejam inclusivos, participativos, democráticos e integrados com cultura e esporte.

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A realidade DE FRANCA

A educação municipal em Franca não é tratada, ao nosso ver, à altura dos desafios e da realidade de nossa cidade. Entre os principais problemas diagnosticados por nós estão:

1) A não participação dos estudantes, comunidade educacional, trabalhadores da educação e demais cidadãos na gestão educacional do município, fazendo com que o processo decisório esteja centralizado nos órgãos administrativos, distantes dos sujeitos do processo de ensino-aprendizagem.

2) O espaço da escola não é utilizado de modo a incentivar a atuação cultural e esportiva nos bairros ficando apenas como um espaço formal de educação. Não aproveita-se o espaço educacional como um aparelho com a finalidade de melhorar a qualidade de vida nos bairros.

3) Os profissionais da educação não são valorizados e compreendidos como sujeitos no processo de transformação e melhoria da cidade, renegando a eles baixos salários, falta de formação continuada.

4) Os grêmios e organizações estudantis representam nas escolas uma abertura à participação e ao diálogo com os alunos, por meio do qual os estudantes também contribuem para melhorar o projeto educacional da cidade e ao mesmo tempo crescem em seus conhecimentos. Entretanto,  falta uma ação municipal de incentivo aos grêmios, reconhecendo a importância dos estudantes na estruturação de políticas educacionais, ao invés de invisibilizá-los, como é a prática usual.

5) Falta de política de permanência estudantil que abarque os secundaristas e os universitários da cidade, usuários tanto do sistema público de ensino quanto do privado. Fazendo com que a evasão escolar de Franca (5187 crianças fora da escola) sejam maiores do que São Joaquim da Barra, Ribeirão Preto, Patrocínio Paulista e inclusive as mais populosas cidade do estado, como São Paulo e Guarulhos. 

6) Faltam ações de fomento aos cursinhos pré-vestibulares, que objetivam não só  a formação para os vestibulares, mas também busquem o ensino crítico através da educação popular.

7) Não há políticas afirmativas que contemplem a diversidade de nossa sociedade e sequer consigam tratar a população historicamente excluída da educação formal básica e  do ensino superior, como negros e negras, e população LGBT, especialmente população trans, e estudantes de baixa renda.

8) Carência de um programa de alfabetização de jovens e adultos que articule as diversas realidades da periferia de Franca com o ensino abordado em sala.

9) Ausência de integração no currículo escolar de temas ligados à questão racial, de gênero, orientação sexual e relacionados às memória das lutas sociais,

Nossas Propostas

1) Os planos municipais de educação são importantes na efetivação do direito à educação de qualidade de um município, no período de dez anos. Eles representam uma continuidade na forma de se pensar a educação e articulam toda a rede de ensino. É necessário assim, revisar o Plano municipal de educação de Franca para atender as demandas mencionadas, como a revisão da grade curricular, incluindo temas relacionados à diversidade racial e de gênero e trazendo o esporte e a cultura como temas centrais no desenvolvimento da educação.

2) Tendo em vista a valorização dos profissionais da educação, faz-se necessário criar um projeto de lei de adequação do pagamento dos professores ao Piso Nacional do Professor, observando a situação financeira do município e, fornecer formações continuadas dos profissionais da educação integradas ao plano de carreira.

3) Programa de Permanência Estudantil que abarque da educação básica à superior com recorte sócio-econômico e étnico-racial de modo a abarcar não somente bolsas, mas cotas para xerox, passe livre estudantil e restaurante universitário nos espaços de maior concentração estudantil para possibilitar uma diminuição da evasão escolar em face do  desenvolvimento dos projetos.

4) Fomentar a criação de uma União Municipal dos Estudantes que possa congregar tanto os estudantes secundaristas quanto os estudantes universitários, de forma paritária e com incentivo de espaço físico e orçamentário possibilitando assim uma maior participação social da juventude e da sociedade nos órgãos governamentais e nas políticas públicas.

5) Criação de um Conselho Municipal de Educação como espaço paritário da sociedade civil e da prefeitura municipal destinado a acompanhar a execução das 20 metas do Plano Nacional de Educação no município e do Plano Municipal de Educação. Articulação deste com os Conselhos Escolares como etapa a ser construída na democracia participativa do Conselho municipal de Educação.

6) Abertura das escolas municipais para gestão compartilhada do espaço nos finais de semana juntamente com os conselhos escolares e os centros comunitários dos bairros com destinação a atividades culturais, esportivas e de promoção de saúde e convivência coletiva.

7) Criação da Comissão de Memória, Verdade e Justiça da cidade de Franca em parceria com as escolas municipais de modo a compartilhar a responsabilidade em valorizar a memória dos cidadãos francanos nos diversos momentos políticos de nossa sociedade, trazendo a tona o debate de participação e democracia.

8) Proibir uso de alimentos com agrotóxico na merenda escolar 

9) Criação de uma frente parlamentar pelos Cursinhos Populares e Pré-Vestibulares de articule a existência e a viabilidade dos cursinhos populares existentes na cidade de Franca.

9)Buscando combater a evasão escolar e estimular  a continuidade dos estudos, bem como a inserção socioeconômica dos jovens, valorizando suas vocações ocupacionais, e desenvolvendo sua formação, propomos um Programa de formação da juventude para Geração de trabalho e renda nos moldes da economia solidária, com a concessão de uma “bolsa trabalho”.

O projeto que Defendemos

Nossa campanha defende uma Educação que valoriza os saberes dos estudantes e que fornece ferramentas que façam da escola um verdadeiro centro de vivência, formação e criatividade. As escolas devem pensar na formação do estudante enquanto um ser humano crítico, humanista, tolerante e respeitador das diversidades de nossa cidade e de nossa cultura. Só através desta nova concepção educacional poderemos fomentar jovens, adultos e crianças críticas, independentes e comprometidas com a melhoria de nossa cidade.

Para a realização desta concepção é preciso dispor o espaço público para a participação e uso da comunidade, atrelando-o a políticas educacionais inovadoras e centradas no lado social e emancipador da educação, fazendo uso das novas tecnologias, mas principalmente da cultura e do esporte como ferramentas de participação coletiva e vivência em comunidade. Só desta forma o espaço escolar deixará de ser um aparelho distante da comunidade para passar a nutrir uma relação de pertencimento e proximidade com os estudantes, trabalhadores da educação e comunidades locais.

A educação que defendemos não poderá, portanto, ser somente medida por  índices e rankings de desempenhos escolares mas, sobretudo através do desenvolvimento social, da inclusão, da queda da evasão escolar e do papel social que a  educação deve desempenhar no futuro de nossa cidade.

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Rafael Bruxellas

Empresário e sócio diretor da

empresa kOI

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