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A realidade DE FRANCA

     Franca foi uma das primeiras cidades no Brasil, por conta da indústria calçadista,  a se engajar no movimento de fábricas recuperadas, chegando em 1991, com o fechamento da empresa de Calçados Makerly,  a tomar a fábrica e inciar um processo de produção autogestionada.

     Atualmente, o cenário da economia solidária na cidade é bastante tímido, possuindo além da Cooperfran, Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis de Franca,  poucos grupos ou trabalhadores organizados dentro do movimento da economia solidária.

     Por outro lado, existe uma diversidade de trabalhadores, individualmente ou em grupos, em micro e pequenas empresas, ou mesmo num arranjo econômico familiar,  que mesmo sem conhecer ou se identificar com a EcoSol,  produzem e geram renda com base em seus princípios.

     Pensamos que diante dessa significativa produção na agricultura, no artesanato e cultura que existe na cidade e na região, Franca necessita de políticas públicas que ampliem e fortaleçam essa parcela de trabalhadores autônomos, muitas vezes invisibilizados pela indústria do calçado.

     Hoje, Franca possui algumas poucas políticas na área, ao exemplo do Fundo Social de Solidariedade(FUSSOL) que promove algumas ações e projetos pela cidade, como cursos de capacitação profissional, o projeto “Franca feito à Mão, uma feira permanente de artesanato realizada em parceria com a FEAC (Fundação de Esporte Arte e Cultura da Cidade de Franca).

     Entretanto, as políticas para os catadores de materiais recicláveis, agentes importantíssimos dentro da EcoSol, deixa muito a desejar no município.

     Vemos que a única Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis da cidade, a Cooperfran, que recicla todo o resíduo de Franca e região, tem seus direitos desrespeitados pelo Poder Público não recebendo investimentos, suporte técnico, nem sequer sendo remunerada pelo  serviço de reciclagem prestado ao município.

     Ademais, o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, que irá auxiliar na efetivação dos direitos dos catadores e na implementação da política ambiental no município, caminha a passos lentos.

     Nossa campanha apresenta um projeto de fomento e fortalecimento da economia solidária para o município de Franca, como forma de abrir espaços para geração de trabalho e renda para a juventude e para a população em geral.

     Apresentaremos, assim, um panorama das políticas públicas que pensamos para o município na área de EcoSol.

     Além disso, frisamos que em nossa campanha, a Economia Solidária está presente em todas as frentes abordadas, desde saúde e cultura até transportes, pois entendemos que se trata de um princípio norteador de toda a política que desejamos construir em Franca.

A Economia que defendemos

     Acreditamos que a Economia Popular e Solidária (EcoSol), fruto da organização de trabalhadores e trabalhadoras em busca de novas relações econômicas e sociais, é o caminho para propiciar um trabalho digno, para distribuir as riquezas, trazer melhorias na qualidade de vida e satisfazer as necessidades de todos.

     A EcoSol é toda forma de organizar a produção de bens e de  serviços, a distribuição, o consumo e o crédito, que tenha por base os princípios da autogestão, da cooperação e da solidariedade, visando a gestão democrática, a distribuição equitativa das riquezas produzidas coletivamente, o desenvolvimento local, o respeito aos ecossistemas, a valorização do ser humano e do trabalho e o estabelecimento de relações igualitárias entre homens e mulheres.

     É um jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar com base na cooperação,  sem explorar os outros, sem querer levar vantagem, sem destruir o ambiente.  É uma outra forma de pensar o desenvolvimento econômico que recoloca o ser humano como sujeito e finalidade da atividade econômica, buscando:

  1. valorizar socialmente o trabalho das pessoas;

  2. reconhecer o lugar fundamental da mulher na economia,

  3. o intercâmbio respeitoso com a natureza

  4. relações de colaboração solidária e cooperação entre os trabalhadores

     A EcoSol existe nos diversos segmentos da economia, como na reciclagem, agricultura familiar, artesanato, produção cultural, software livre, através de cooperativas de trabalhadores, associações, clubes de trocas, fábricas falidas que são recuperadas pelos seus trabalhadores, redes de cooperação e comercialização justa, “bancos solidários”  (entidades de finanças solidárias).

     Na EcoSol não existe patrão, todos os trabalhadores gerem e possuem o mesmo poder de decisão sobre seus “negócios”, o que chamamos de AUTOGESTÃO, por isso é também uma forma de emancipação e mudança nas relações sociais e de trabalho, trazendo uma nova cultura política entre os seus praticantes. Isto, representa para nós, a certeza da construção de um mundo socialmente mais justo e ambientalmente mais sustentável, sem perder de vista o desenvolvimento econômico inclusivo.

     É por este motivo que acreditamos na economia solidária como uma estratégia de desenvolvimento para o Município de Franca, um desenvolvimento que se preocupe com o bem-estar das pessoas, com qualidade das relações sociais,  que se preocupe com a produção cultural, com a vida em comunidade e principalmente, que sirva para ampliar as oportunidades de vida para a juventude.

ECONOMIA SOLIDÁRIA
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Rafael Bruxellas

Empresário e sócio diretor da

empresa kOI

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